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Ele(a) me maltrata, mas no fundo é boa pessoa!

  • Foto do escritor: S *S
    S *S
  • 18 de fev. de 2019
  • 2 min de leitura

“A ideia de que alguém pode ser agressivo e maltratar as pessoas, mas ‘lá no fundo ter um coração de ouro’, me parece enganosa e ilógica. Quem tem ‘coração de outro’ não maltrata as pessoas, estoura por nada e depois se arrepende: quem age assim não respeita o direito dos outros.”

(Flávio Gikovate)

Muito engano há quando você deixa que o sentimento cego da PAIXÃO (que é bem diferente de AMOR!) entre em cena, e o que é ‘perseguido’ nada mais é do que uma ‘idealização’!

Ou seja, quando se está apaixonado, por ser esse um sentimento forte e profundo, você pode distorcer a forma como olha as pessoas e suas atitudes. Por vezes, até justificando maus tratos de forma a aceita-los com a ilusão de que aquela pessoa vai perceber o quanto pode ser “curada e amparada” pelo amor que você sente por ela!

Como se você fosse uma pessoa especial, uma espécie de herói/ heroína a prestar um serviço de salvar o outro das “defesas de ser amado(a)”.

O mantra interno se torna:

“Vou provar pra ele(a) que pode confiar no meu amor, que sou diferente.”

“Uma hora dessas, ele(a) vai perceber que não precisa ser rude e não mais vai resistir ao meu amor!”

“Há de se arrepender e passar a me tratar bem!”

Cuidado! Isso é uma armadilha!

Relacionamentos são via de mão dupla! Não são histórias que você entra pra salvar alguém do próprio abismo de amargura. E nem serve pra prática de autopunição por você não ter aprendido que merece receber reciprocidade.

Se há identificação com algo assim, busque autoconhecimento!

Afinal, não é bom achar ‘normal’ sucessivas grosserias, ainda mais se ocorrem tão sem controle e motivos minimamente justificáveis!

Sabrina Alves - Psicoterapeuta


 
 
 

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