Ciúmes
- S *S

- 31 de out. de 2018
- 2 min de leitura

Sabe... CIÚMES é bom como o SAL !
É um estado emocional que pode ocorrer em diversos tipos de relações e em todas as fases da vida.
O ciúmes amoroso parece ser um dos mais incômodos e o que refletiremos um pouco mais...
Em resumo “CIÚMES é medo de perder”!
É aquela necessidade de manter o ser amado na ausência. E se manter no ser amado na distância...
O problema começa quando ele fica sem controle e começa a machucar todo mundo! (quem sente e quem é alvo!)
Claro que se o seu(sua) companheiro(a) for alguém descomprometido(a) com fidelidade ou tiver um comportamento diferente do “contrato” da relação estabelecida por vocês, seu ciúmes se torna razoável.
Nesse caso então, a questão é refletir no porquê de você se submeter a vínculos diferentes daquilo que te agrada.
Assunto pra um próximo tema...
Porém, quanto ao ciúmes “incontrolável”, algumas nuances:
Quando começamos a nos relacionar amorosamente, carregamos muito de nossas histórias em nossas escolhas.
Assim, de forma inconsciente vamos depositando nos nossos pares nossas expectativas e idealizações.
Essas, podem ser tanto positivas quanto negativas.
Depende do que absorvemos de nossas primeiras experiências de afeto com nossas figuras materna e paterna.
De positivo, projetamos aquilo que ficou marcado dentro de nós como um bom registro afetivo.
As situações que deixaram marcas negativas também vivenciamos nas escolhas. E muitas vezes, repetindo-as!
Isso mesmo!
Quando criança, todas as experiências deixam marcas. Em se tratando de marcas oriundas de experiências dolorosas (negligência, perda, desamor, maus tratos, agressão, abandono, rejeição, separação, medo, abuso, etc) existe um tipo de registro que PODE, na vida adulta, ser vivenciado nos relacionamentos amorosos de forma nociva, dependendo de cada pessoa (personalidade).
Com suas referências de cuidado e amor destorcidas quando criança, o adulto ao estabelecer vínculos afetivos se torna algoz, vítima ou um altruísta com ideologia distorcida.
Algoz: o que agora no vínculo exerce o papel de cruel, que foi o que aprendeu, e também porque não aprendeu a confiar em ninguém;
Vítima: continua ainda sem se defender, mas agora na condição de adulto em que poderia fazer escolhas e impor limites;
Altruísta com ideologia distorcida: se dedica a outra pessoa, mesmo que essa lhe maltrate. Como se uma parte de si acreditasse que merecesse o “controle” ou qualquer coisa ruim. E que um dia tal pessoa vai mudar pra melhor.
Uma pessoa que tenha sido lesada em seu cuidado, cresce com a ideia que não é suficientemente bom pra receber amor.
Autoestima baixa, insegurança, medo de amar, medo de perder, ...
Tudo se torna uma grande confusão interna! E a “única” alternativa parece ser: vigiar o alvo do “AMOR”!
Viu quanta coisa!?
E é um mínimo sobre o tema!!!
Você é assim?
Sente que está com alguém assim?
Difícil vencer isso tudo sozinho(a)...
Independente de que lado identifique estar!
Reflita sobre si e em que posição se encontra na relação!
Assuma o que sente e como se sente!
Pense suas motivações para estar onde está!
Analise seus padrões nos vínculos!
Reflita sobre o que você pensa sobre solidão e sobre estar sozinho!
ACEITE-SE !
Então vai estar pronto(a) pra mudar...
...não de carro!
...não de cabelo!
...não de academia!
...não de relacionamento!
...não de problema!
...não de dor!
Mas de PADRÃO !!
Sabrina Alves - Psicoterapeuta
























Comentários